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O austríaco Peter Kruder
ficou mundialmente conhecido após o lançamento
do disco "K&D
Sessions", pedra fundamental do downtempo, produzindo
em parceria com Richard Dorfmeister.
Além disso, também toca o Peace
Orchestra, seu projeto solo, e assina uma penca de
remixes para nomes tão distintos quanto William
Orbit, Bone Thugs and Harmony,
Lamb e Madonna.
Fã de bossa nova, Kruder já esteve no Brasil
algumas vezes, sempre de férias, quase nunca tocando.
O único set que fez por aqui, em 2002, acompanhado
do amigo Dorfmeister, foi considerado um dos melhores do
ano. Ao contrário do clássico "K&D
Sessions", nada de chapação. Seus sets
são baseados num house com
influências de dub, linhas
de baixo potentes e espaço para alguns breakbeats.
A verdade é que nunca dá pra saber o que vai
sair do toca-discos do Kruder. Só indo na Loud! dia
11 de fevereiro pra descobrir.
Onde há fumaça, há Kruder

Carlos Albuquerque / O Globo / RioFanzine
(foto: Felipe Continentino)
Num serviço de utilidade pública, aliado
a um esforço de jornalismo investigativo e policial,
o Rio
Fanzine e seus agentes secretos acham que descobriram
o que aconteceu na virada do ano em Copacabana. A razão
daquela fumaça toda, senhor prefeito maluquinho,
foi a passagem do cidadão austríaco Peter
Kruder pela cidade.
Resolvido o grande mistério, resolvemos descobrir
um outro, menor, mas igualmente importante: o que tanto
faz Kruder in Rio? O cara, dono da renomada gravadora G-Stone,
esteve aqui em 2001 (e foi capturado pelo RF em plena praia
de Ipanema), voltou em 2002 para uma série de shows
mágicos, como Kruder & Dorfmeister, e agora está
de novo na área, de bobeira, ao lado do também
DJ e produtor austríaco Gü-Mix, que já
tocou na Casa da Matriz.
Usando o celular de um amigo, ligamos para Kruder e o encontramos
novamente na praia, no Posto Nove (por que será?),
na véspera do Ano-Novo. E levamos uns cinco minutinhos
de prosa com ele.
RIO FANZINE: Há dois anos, você disse que
gostava tanto do Rio que poderia morar aqui facilmente.
Esse dia está próximo?
PETER KRUDER: ( Risos ) Realmente eu fiquei apaixonado pela
cidade desde a primeira vez em que estive aqui, em 2001.
Gosto do clima, da música, do jeito das pessoas,
de tudo. Ainda não posso largar tudo em Viena e morar
aqui. Mas posso vir sempre de férias.
RF: Como vai a G-Stone?
KRUDER: Vai muito bem. Acabamos de lançar um disco
do Rodney Hunter. O Stereotype está acabando seu
novo disco. E espero terminar o novo trabalho da Peace Orchestra
ainda este ano.
RF: Você já pensou em levar algum artista
brasileiro para a G-Stone?
KRUDER: Há sempre essa possibilidade, mas não
há nada de concreto por hora. Eu tenho conversado
com o pessoal do selo inglês Far Out sobre a chance
de fazermos algo com a música brasileira, mas não
há nada decidido ainda.
RF: E o tão esperado primeiro disco de Kruder &
Dorfmeister, quando sai?
KRUDER: Isso está virando uma lenda, não é?
( risos ) Na verdade, não temos um prazo. O selo
e os trabalhos paralelos tomam muito do nosso tempo. E quando
sobra algum espaço, gostamos de recarregar nossas
baterias. No momento, eu estou redescobrindo os sons da
minha juventude, ouvindo muitas coisas de reggae e soul.
Sabe, não temos muita pressa para nada.
LOUD! 6 ANOS
ELETRONIC SESSION > SEXTA
11/02
Pista Viena > Cinema
0h DJ Gü-mix (Áustria)
> db + break beats + house + techno
2h DJ Peter Kruder (Áustria)
> house + techno
4h DJ Breno Ung > house
+ techno + electro
Pista Electro > Galpão
0h-6h DJs Edinho & Tito
(electro + disco-punk)
Pista Drum and Bass > Terraço
0h DJ Calbuque
3h DJ Marcelinho Da Lua
No telão do cinema e no terraço
0h-6h VJs Sandro Menezes & Cláudio
Jedi
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